ESPAÇO SOBREVENTO RECEBE CONVIDADOS

O ESPAÇO SOBREVENTO - única sala da cidade de São Paulo dedicada ao Teatro de Animação - recebe duas companhias que se dedicam ao Teatro para crianças. A Cia. Mútua, de Itajaí (SC) apresenta o espetáculo "Um Príncipe chamado Exupéry" de 16 a 26 de junho. E a Cia. Pavio de Abajour (SP) apresenta "Sobre o Voo" nos dias 2 e 3 de julho. As apresentações tem ENTRADA FRANCA e os ingressos devem ser retirados uma hora antes de cada sessão na bilheteria do Espaço Sobrevento, que fica na Rua Coronel Albino Bairão, 42, a duas quadras do Metrô Bresser-Mooca. O telefone para informações é (11) 3399-3589 ou (11) 9 7018-3677.

Antoine de Saint-Exupéry, ou “Zéperri” - o autor de “O Pequeno Príncipe” - visitou inúmeras vezes Florianópolis, capital de SC. Desse encontro afetivo entre a Cia Mútua de Teatro, o autor e sua relação com a terra natal do grupo nasceu "Um Príncipe Chamado Exupéry". O espetáculo fica em cartaz de 18 a 26 de junho, aos sábados e domingo, às 16h e às 19h, com sessões gratuitas. Patrocínio: Correios. Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal.

Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) ou “Zéperri” para os mais chegados. Esse é o nome do escritor, ilustrador e piloto francês, criador de “O Pequeno Príncipe”, literatura clássica escrita em 1943. Agora, em julho de 2016, são 72 anos de sua morte, ocorrida em um acidente aéreo em Marselha, na França. As homenagens e reconhecimento pela obra avançaram enormemente pelo mundo todo, inclusive esse feito pela Cia Mútua.

Exupéry visitou inúmeras vezes a Ilha do Campeche, localizada em Florianópolis, SC, onde havia uma filial da Aéropostale, empresa em que trabalhava. Lá se tornou amigo de um pescador, o senhor Deca, amizade retratada no espetáculo. Desse encontro afetivo entre a companhia de teatro, o autor e sua relação com a terra natal do grupo nasceu a peça Um Príncipe Chamado Exupéry.

A partir da técnica de teatro de animação e sem falas, a Cia Mútua criou esse espetáculo que aborda a história do lendário escritor e aviador francês no período em que ele trabalhou para a Aéropostale (atual Air France), companhia de correio aéreo francesa que somente no Brasil implantou onze pontos de escala, de Natal-RN até Pelotas- RS, com hangar, casa de pilotos e aeródromos. Além de piloto, Antoine de Saint-Exupéry escreveu diversas obras, sempre caracterizadas por elementos de aviação e de guerra, entre elas: "O Aviador" (1926), "Voo Noturno" (1931), "Terra dos Homens" (1939), "Carta a um Refém" (1944), além de ter colaborado para inúmeros jornais e revistas francesas. O período em que se passa a peça é o do início da aviação civil, uma época em que os funcionários eram jovens pilotos destemidos, agentes de verdadeiras façanhas para transportar o correio da França para a África e dali para a América do Sul. Entre esses pilotos, ditos “cavaleiros do céu” por conta de suas proezas, estava Antoine de Saint-Exupéry, que antes de ter desaparecido durante a Segunda Guerra em 31 de julho de 1944, deixou atrás de si uma obra memorável, na qual relata o cotidiano, as aspirações e as dificuldades de uma profissão nova e muito arriscada.

A Cia Mútua foi fundada em 1993 e está atualmente estabelecida na cidade de Itajaí-SC. Desde 2002 pesquisa o teatro de animação, produzindo e apresentando espetáculos, além de dedicar-se a projetos de formação na área.

SOBRE O VOO

O homem voa?

Alberto era um menino persistente, que acreditava que o homem poderia voar, em um tempo que só se andava a cavalo, de trem ou navio. Curioso, observava os pássaros, empinava pipa, desmontava motores e até consertava a máquina de costura de sua mãe. Cresceu, estudou, projetou, construiu e grandes engenhocas inventou. Será que o homem voou?

“Sobre o Voo” é um espetáculo de Teatro de Sombras infantil da Cia. Pavio de Abajour. Fala sobre o desejo de voar. Voar em todos sentidos, desde o literal até o mais poético. Inspirado na vida de Alberto Santos-Dumont, trata da criação e mostra como se dá esse processo, seus acertos e seus tropeços. Não apresenta somente o sucesso final, sua criação reconhecida, e sim quanto trabalho houve para se alcançar seu desejo, quantos cálculos, quais materiais, quais dificuldades, quais caminhos.

A peça apresenta a infância de Alberto, um menino curioso e muito atento aos objetos à sua volta. Mostra seu crescimento e o encontro com o mundo das “engenhocas”. Alberto mergulha no mundo dos estudos e só o anúncio de um passeio de balão consegue distrai-lo. Então, Alberto faz seu primeiro voo e a partir daí começa a criar balões, dirigíveis e naves mais pesadas que o ar.

Três divertidas mecânicas de um hangar contam a poética e humorística história através de Teatro de Sombras. As mecânicas utilizam diversas técnicas para mostrar os estudos e raciocínios de Alberto. Usam luzes incandescentes, lanternas, retroprojetor e projetor de vídeo. A sombra é feita tanto atrás da tela como na frente dela, desvendando a técnica, apresentando ao público a possibilidade de também criar.

A Cia. Pavio de Abajour surge do desejo de pesquisar o Teatro de Sombras. O encontro de Evelyn Cristina, Silvana Marcondes e Amanda Vieira nos bastidores para criação das sombras do espetáculo “Histórias que o vento contou”, junto à Orquestra Filarmônica Infanto-Juvenil, foi a faísca inicial desta união, em 2007. Após este encontro, a Cia. Pavio de Abajour escolheu o tema “o desejo de voar” para criar seu primeiro espetáculo. Desde 2011, vem pesquisando e desenvolvendo sua linguagem.



O ANJO E A PRINCESA NO CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

De 18 de maio a 25 de junho, a Prefeitura da Cidade de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Cultura, promove apresentações do espetáculo O ANJO E A PRINCESA em bibliotecas e casas de cultura da cidade de São Paulo, como parte do Circuito Municipal de Cultura. Confira a programação:

18/05/2016 (quarta), às 14h - Biblioteca Mário Schenberg - Rua Catão, 611 - Lapa

26/05/2016 (quinta), às 14h - Casa de Cultura Itaim Paulista - Rua Barão de Alagoas, 340, Itaim Paulista

03/06/2016 (sexta), às 10h - Casa de Cultura de São Mateus - Rua José Francisco dos Santos, 502 - Jardim Tiete

11/06/2016 (sábado), às 11h - Biblioteca Narbal Fontes - Rua Conselheiro Moreira de Barros, 170 - Santana

24/06/2016 (sexta), às 11h - Casa de Cultura de São Miguel Paulista - Rua Irineu Bonardi, 169 - Vila Pedroso

25/06/2016 (sábado), às 11h - Biblioteca Belmonte - Rua Paulo Eiró, 525 - Santo Amaro

A peça narra a primeira experiência de um anjo-da-guarda e trata de suas desventuras ao tomar conta de uma princesa, a quem lhe cabe proteger. Vaidosa, a princesa manda cortar todas as flores de um bosque de pessegueiros para decorar os salões de seu castelo para uma grande festa. Somente depois de um ano de tristeza e arrependimento, na primavera, voltam a nascer as flores. O anjo-da-guarda que ampara a princesa, mostra-se, na peça, somente como um observador e deixa a cargo da própria vida, de seu curso natural, os milagres que deveria fazer.



A CORTINA DA BABÁ EM CURITIBA

SOBREVENTO COMEMORA 30 ANOS COM ESPETÁCULO DE TEATRO DE SOMBRAS CHINESAS NA CAIXA CULTURAL

CAIXA CULTURAL apresenta A CORTINA DA BABÁ, espetáculo do GRUPO SOBREVENTO que acontece nos dias 9 de julho (sábado, às 15h e às 18h) e 10 de julho (domingo, às 15h). Destinado ao público infantil, A CORTINA DA BABÁ baseia-se em um texto da escritora inglesa Virginia Woolf e marca a primeira experiência do SOBREVENTO com o Teatro de Sombras. Partindo da forma tradicional chinesa, aprendida com Liang Jun – diretor da maior companhia de Teatro de Sombras da China – o espetáculo chega a uma ruptura com a técnica ortodoxa em prol de um estilo mais contemporâneo, por meio da utilização de diferentes suportes de projeção, materiais e fontes de luz.

As apresentações comemoram os 30 anos do GRUPO SOBREVENTO, especialista brasileiro em Teatro de Animação de renome internacional e uma das companhias teatrais mais longevas e mais ativas do país. O espetáculo acontece na CAIXA CULTURAL, em Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro – Curitiba – tel. 41-2118-5111).

A CORTINA DA BABÁ, texto de Virginia Woolf, narra a história de uma criada, uma babá, que cochila, enquanto costura uma grande cortina azul bordada com figuras que representam animais e uma pequena aldeia. Ao quinto ronco, as figuras vão ganhando vida aos poucos. Primeiramente, os animais bordados no tecido começam a mexer-se. Dirigem-se, então, a um lago para beber água. Depois, as pessoas que habitam uma aldeia, também representada no tecido, saem das suas casas e divertem-se. Todos tentam agradar uns aos outros, pessoas e animais, pois sentem pena uns dos outros, por saberem-se encantados por uma feiticeira, por um gigante, por uma ogressa, que é a própria babá. Quando a babá acorda, despertada pelo voo de um inseto em torno de uma lâmpada que ilumina o seu trabalho de costura, tudo volta ao normal – os animais congelam-se, de volta, no tecido e ela continua a costurar.

Saiba mais sobre o espetáculo, clicando AQUI.



TEATRO PARA BEBÊS EM BRASÍLIA

PRIMEIRO OLHAR, FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO PARA BEBÊS IDEALIZADO PELO SOBREVENTO E CIA. LA CASA INCIERTA, CHEGA À TERCEIRA EDIÇÃO, EM BRASÍLIA

PRIMEIRO OLHAR é uma iniciativa pioneira no Brasil, de alto nível artístico, que reúne espetáculos, mesas-redondas, exposições e oficinas de nomes de destaque do Teatro para Bebês de vários países. A curadoria é feita pelo SOBREVENTO e pela Cia. La Casa Incierta (Espanha), parceiros artísticos, pioneiros do Teatro para Bebês em São Paulo e na Espanha e experimentados diretores de muitos Festivais em seus países. O festival propõe um novo olhar sobre a criança e a arte destinada à primeira infância, um olhar primeiro, um olhar de quem vê as coisas pela primeira vez e que ainda é capaz de se surpreender e se encantar por elas.

Em Brasília, a terceira edição do festival acontece de 27 de junho a 17 de julho, com realização da CASA INCIERTA. O SOBREVENTO participa com uma oficina - que será coordenada por Sandra Vargas nos dias 27, 28 e 29 de junho - e com o espetáculo MEU JARDIM, que será apresentado em creches e também em um presídio feminino. Confira a programação AQUI.

Os interessados em participar da oficina devem enviar seu currículo para casa@lacasaincierta.com. Terão preferência atores, escritores e profissionais ligados à infância.

A edição paulista, realizada pelo SOBREVENTO com o apoio do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, acontece de 13 de agosto a 4 de setembro, no CLAC - Centro Livre de Artes Cênicas de São Bernardo do Campo e no Espaço Sobrevento.



2 ESPETÁCULOS NO SESC SANTO AMARO

O Sesc Santo Amaro recebe os espetáculos "São Manuel Bueno, Mártir" (para adultos) e "Mozart Moments" (para crianças). "São Manuel" conta a história de um santo que não acreditava em Deus e será apresentado nos dias 29, 30 e 31 de julho (sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 18h). Mozart Moments, que está comemorando 25 anos e mostra momentos curiosos do célebre compositor, será apresentado somente no sábado, 30 de julho, em três sessões: às 13h, 15h e 17h.

"São Manuel Bueno, Mártir" acontece em uma arena ocupada por uma mesa redonda, que representa o mundo. No centro dela, bonecos de madeira estáticos, fixos, sem qualquer articulação, confeccionados pelo escultor Mandy. São pelo menos 30 bonecos que representam os personagens da trama e o povo da pequena cidade onde se desenrola a história. Os três atores-manipuladores, representando os personagens Dom Manuel, Angela e Lázaro, movimentam estes bonecos como se fossem peças de xadrez ou figuras de um presépio. A trilha sonora do espetáculo, realizada ao vivo, foi criada especialmente pelo pernambucano Henrique Annes, um dos fundadores do Movimento Armorial, virtuoso do violão recifense e que comemora os seus 50 anos de carreira. A música de Annes, que transita entre o erudito e o popular, é executada por três músicos, ao violão, violoncelo e bandolim. Os ingressos custam de R$ 6 a R$ 20 e estão à venda no site do Sesc. Saiba mais clicando AQUI.

MOZART MOMENTS - 25 ANOS

Dois distintos cavalheiros e uma jovem senhorita do século XVIII tiram, de uma pequena carroça, bonecos que não tem fios, não tem varas, mas parecem ganhar vida própria, e até mesmo, respirar. Os bonecos do SOBREVENTO nos contam momentos curiosos da vida agitada de Mozart: suas brigas com a mulher, uma das confusões em que se meteu, uma ida ao cabeleireiro e, também, a sua morte. A peça mostra um Mozart irreverente, vaidoso e brincalhão, um pai severo mas carinhoso, uma esposa meiga mas implicante, tudo isto com grande delicadeza e de uma forma divertida e ao mesmo tempo tocante. Os ingressos são gratuitos. Saiba mais clicando AQUI.