CADÊ O MEU HERÓI? EM BRASÍLIA

O espetáculo, direcionado ao público infantil, participa da Temporada Funarte de Teatro de Animação, em Brasília. As apresentações acontecem nos dias 17 e 18 de setembro, às 17h, no Teatro Plínio Marcos - Complexo Cultural da FUNARTE DF, que fica no Setor de Divulgação Cultural - Lote 02, Brasília (DF). Serão realizadas 32 apresentações gratuitas e uma roda de conversa sobre os rumos do Teatro de Animação, com o presidente da entidade, Humberto Braga. Confira a PROGRAMAÇÃO, que acontece de 3 de setembro a 2 de outubro, com produção da Cia. Voar - Teatro de Bonecos.

CADÊ O MEU HERÓI? é uma releitura dos antigos romances de cavalaria, da tradicional história da donzela que, aprisionada na torre do castelo por um barão malvado com quem não quer casar-se, espera a vinda de um herói que a salvará. A peça apresenta uma série de reviravoltas naquilo que deveria ser o decorrer natural da história e termina por revelar que, na vida real, não existem heróis ou soluções milagrosas e que o diálogo é mesmo a melhor solução para todos os problemas. CADÊ O MEU HERÓI? é um texto que nasceu para ser representado por fantoches e que não pode ser montado senão por bonequeiros.



PORTO ALEGRE EM CENA

O SOBREVENTO participa da 23a edição do PORTO ALEGRE EM CENA - Festival Internacional de Artes Cênicas. SÃO MANUEL BUENO, MÁRTIR será apresentado no dia 20 de setembro, às 20h, e no 21 de setembro, às 18h e às 20h. Nos dias 22 e 23 de setembro, também às 20h, é a vez de SÓ, mais recente espetáculo da companhia. No dia 23, depois da apresentação o grupo participa do PSICANALÍTICA EM CENA, debate com a participação da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre. Sandra Vargas coordena oficina de Teatro de Objetos nos dias 21 e 22 de setembro, das 10h às 13h. As atividades acontecem no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul. O espetáculo SÓ e as atividades formativas fazem parte da programação graças ao apoio do Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz – 2015. Confira a PROGRAMAÇÃO, que acontece de 13 a 26 de setembro de 2016.

SÃO MANUEL BUENO, MÁRTIR - A HISTÓRIA DO SANTO QUE NÃO ACREDITAVA EM DEUS

A montagem teatral, para adultos, foi indicada ao Prêmio APCA de Melhor Espetáculo e Direção. A peça conta a vida do personagem Dom Manuel, um padre que carrega, como um estigma, a dúvida de sua própria fé e da existência de Deus. Escrito em 1930 pelo poeta, filósofo e escritor Miguel de Unamuno (1864-1936), São Manuel Bueno, Mártir ganhou o palco, pela primeira vez, nesta montagem do Sobrevento. O espetáculo vale-se de uma forma de animação contemporânea, derivada do Teatro de Objetos. Acontece em uma arena ocupada por uma mesa redonda, que representa o mundo. No centro dela, cerca de 30 bonecos de madeira – estáticos, fixos, sem qualquer articulação –, confeccionados pelo escultor paranaense Mandy, representam os personagens da trama e o povo da pequena cidade onde se desenrola a história. Os três atores-manipuladores movimentam estes bonecos como se fossem peças de xadrez ou figuras de um presépio, ao mesmo tempo em que encarnam os personagens principais da obra. A trilha sonora do espetáculo – tocada, ao vivo, por um violonista, um bandolinista e um violoncelista – foi criada especialmente pelo pernambucano Henrique Annes, um dos fundadores do Movimento Armorial, virtuoso do violão recifense, com mais de 50 anos de carreira. “Ao longo do espetáculo, as figuras (bonecos) vão perdendo a sua forma, se decompondo, ficando cada vez mais distantes do figurativismo original, como em um livro, molhado pela água. O jogo de movimentação das figuras lembra um jogo de criança ou às vezes uma maquete, mas não há uma manipulação propriamente dita ou uma técnica de animação”, diz a atriz Sandra Vargas. Os espectadores presenciam um jogo, invadem a intimidade da cena e formam uma espécie de assembleia. O espaço cênico é uma espécie de poço escuro e o tampo da mesa é o próprio palco do espetáculo. Chegamos a um espetáculo muito simples e muito delicado. Não queremos, nele, fazer uma demonstração de virtuosismo; não queremos impressionar, surpreender; não queremos falar da força, da vitalidade, da modernidade do Teatro de Animação; mas expor as nossas dúvidas, as nossas angústias, as nossas questões, a nossa fragilidade. A dúvida – que é o cerne deste espetáculo e do próprio texto que lhe deu origem – é, para nós, a melhor contribuição que o Teatro de Animação pode dar ao Teatro e que nós, artistas, podemos oferecer ao público”, explica Luiz André Cherubini, ator e diretor do espetáculo.

COM TRILHA SONORA DE ARRIGO BARNABÉ E FIGURINO DE JOÃO PIMENTA, SÓ ABORDA A SOLIDÃO NAS GRANDES CIDADES

O novo espetáculo do SOBREVENTO, trata, de forma delicada, subjetiva e ao mesmo tempo contundente, da fraqueza, da vulnerabilidade, da insegurança, da fragilidade e dos sonhos de pessoas que estão em busca de algo que não poderão alcançar. Cinco personagens, interpretados por cinco atores, apresentam-se em diferentes situações, não sequenciais, que partem sempre de objetos que, retratados exatamente como os objetos que são, terminam por transformar-se em elementos poéticos e metafóricos. Os cinco personagens, mais que cinco vidas, são cinco caminhos que terminam por encontrar-se, nas suas solidões. SÓ é fruto de um intercâmbio internacional com duas referências mundiais do Teatro de Objetos: a artista belga Agnés Limbos, diretora da Companhia Gare Central, um dos nomes mais importantes do Teatro de Objetos no mundo, e Antonio Catalano, um dos maiores atores da Itália, artista plástico premiado na Bienal de Veneza e fundador da Casa Degli Alfieri. O espetáculo estreou em julho de 2015, no Itaú Cultural, na cidade de São Paulo, e ficou em cartaz no Espaço Sobrevento, até setembro. Recebeu o PRÊMIO FUNARTE DE TEATRO MYRIAM MUNIZ/2015. Foi apresentado em Campo Grande (MS) e no Rio de Janeiro, onde ficou em cartaz no CCBB. Além de críticas elogiosas, o espetáculo recebeu indicação ao Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), como Melhor Espetáculo, e ao Prêmio Aplauso Brasil, como Melhor Espetáculo e Melhor Trilha Sonora.

Em 2016, o SOBREVENTO comemora 30 anos. Desde 1986, o grupo tem se dedicado à pesquisa da linguagem teatral e é considerado, internacionalmente, um dos maiores expoentes brasileiros do Teatro de Animação. Desenvolve um trabalho contínuo que envolve a apresentação de seu repertório – que lhe valeu alguns dos Prêmios mais importantes do país –, realização e curadoria de Festivais e eventos, além de diferentes atividades de formação e difusão do Teatro de Bonecos. Em suas andanças, viajou por todo o Brasil, do Acre ao Rio Grande do Sul, e apresentou-se em mais de uma centena de cidades não só do Brasil, mas também da Espanha, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Argentina, Chile, Colômbia, Angola, Suécia, Estônia, México e Irã.

Há quase dez anos, o SOBREVENTO vem pesquisando o Teatro de Objetos. Explorou a linguagem, sob diferentes abordagens, em cinco montagens. Foi responsável por trazer ao Brasil os seus principais representantes. Responde pela curadoria do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, realizado em várias capitais brasileiras. Tem prestado assessoria técnica em montagens de outras companhias interessadas nesta pesquisa e ministrado muitas oficinas na área, ajudando a difundir esta linguagem, ou abordagem teatral, por todo o Brasil. É um dos maiores especialistas brasileiros nesta linguagem e um dos poucos grupos no país que direcionam sua pesquisa ao público adulto. O Teatro de Animação moderno é uma ampliação dos limites que o senso comum estabeleceu, preconceituosa e equivocadamente, para o Teatro de Bonecos. Espalhado por todas as épocas e por todos os lugares do mundo, o Teatro de Animação funde linguagens cênicas, mistura modernidade e tradição, mistura erudição e popularidade, tem como palco qualquer espaço e tem como alvo públicos de todas as idades e grupos sociais, um de cada vez ou todos de uma só vez. Em São Paulo, no entanto, vemos poucos espetáculos que exploram a linguagem do Teatro de Animação para adultos, por sua inviabilidade econômica, o que, muitas vezes, não acontece quando o Teatro de Animação se dirige ao público infantil. O SOBREVENTO é um dos poucos Grupos de Teatro de Animação do Brasil que se têm dedicado ao público adulto e, sempre, com grande profundidade e êxito. O Grupo tem lutado por difundir a ideia de que o Teatro de Bonecos deve ser antes Teatro e depois de Bonecos e que toda técnica deve estar a serviço daquilo que se quer dizer. Dominando um grande número de técnicas de animação, o Grupo montou, entre outros, os espetáculos SUBMUNDO, UBU!, O THEATRO DE BRINQUEDO, BECKETT, O CABARÉ DOS QUASE-VIVOS, QUASE NADA, ORLANDO FURIOSO, SALA DE ESTAR e SÓ, apresentados em quase todos os estados do Brasil e em países de quatro continentes.



COM TRILHA SONORA DE ARRIGO BARNABÉ E FIGURINO DE JOÃO PIMENTA, SÓ REESTREIA EM SP

No dia 1 de outubro, o SOBREVENTO reestreia o espetáculo SÓ, destinado a adultos, em São Paulo. A temporada tem ENTRADA FRANCA e acontece no Espaço Sobrevento (Rua Coronel Albino Bairão, 42 - Metrô Bresser-Mooca), aos sábados e domingos, 20h. Os ingressos podem ser reservados pelo e-mail info@sobrevento.com.br. As apresentações integram o Projeto Memórias e Trajetórias - Sobrevento 30 anos, realizado pelo PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO.

SÓ é um espetáculo inovador, um raro representante do moderno Teatro de Animação brasileiro, realizado com um apuro técnico e qualidade artística indefectíveis, abordando um tema muito atual a partir de uma perspectiva moderna e revelando a capacidade do Teatro de Animação de expressar nossas idiossincrasias e o nosso momento. O espetáculo apresenta uma visão contemporânea, dirigida ao público adulto, de uma Arte que é uma das manifestações mais importantes de nossa Cultura, lembrando nossa raízes e revelando o quanto esta planta está crescida e robusta e para onde os seus galhos apontam.

O espetáculo foi criado a partir das possibilidades e limitações do Teatro de Objetos, a vertente mais moderna do Teatro de Animação. A técnica baseia-se no uso de objetos prontos, ready-mades, no lugar de bonecos, deslocando-os da sua função (mas sem transformar a sua natureza), para explorar uma dramaturgia que se vale de metáforas, símbolos e figuras de linguagem, em lugar da manipulação propriamente dita. Mas para o SOBREVENTO, que é um dos maiores especialistas brasileiros nesta linguagem, o Teatro de Objetos é particularmente provocador quando apresenta um repertório pessoal, autobiográfico, íntimo e autoral do ator, que se expõe através dos objetos. O grande potencial do Teatro de Objetos não está nas suas particularidades técnicas, mas, sim, naquilo que é capaz de despertar de mais profundo e revelador daquele artista, por meio de seus objetos. Como disse Christian Carrignon, um dos precursores da linguagem no mundo, “o Teatro de Objetos pertence ao nosso tempo e à nossa sociedade e sua vocação primeira é a de tocar nossa intimidade, de interrogar o enigma que nós somos aos olhos dos outros."

A pesquisa partiu de um texto que fala do desconhecimento, do desajuste, da necessidade de se relacionar que parece cada vez mais difícil, em um mundo cada vez mais populoso, cada vez mais conectado e cada vez menos humano. O DESAPARECIDO OU AMERIKA é um romance inacabado de Franz Kafka escrito entre 1912 e 1914. Trata das desventuras de um rapaz alemão expulso de casa pelos pais e enviado aos Estados Unidos depois de ter engravidado uma empregada. Ele se vê envolvido em situações e julgamentos que não lhe dizem respeito, enredado num mecanismo absurdo, movido por culpas e acusações, cujo funcionamento ele não entende e não domina, até que um dia se depara com um cartaz que diz: "O grande teatro de Oklahoma vos chama! Só hoje, só uma vez! Quem agora perder esta oportunidade perde-a para sempre! Quem quiser ser artista, dirija-se a nós! Todos são bem-vindos!".

O novo espetáculo do SOBREVENTO, trata, de forma delicada, subjetiva e ao mesmo tempo contundente, da fraqueza, da vulnerabilidade, da insegurança, da fragilidade e dos sonhos de pessoas que estão em busca de algo que não poderão alcançar. Cinco personagens, interpretados por cinco atores, apresentam-se em diferentes situações, não sequenciais, que partem sempre de objetos que, retratados exatamente como os objetos que são, terminam por transformar-se em elementos poéticos e metafóricos. Os cinco personagens, mais que cinco vidas, são cinco caminhos que terminam por encontrar-se, nas suas solidões. SÓ é fruto de um intercâmbio internacional com duas referências mundiais do Teatro de Objetos: a artista belga Agnés Limbos, diretora da Companhia Gare Central, um dos nomes mais importantes do Teatro de Objetos no mundo, e Antonio Catalano, um dos maiores atores da Itália, artista plástico premiado na Bienal de Veneza e fundador da Casa Degli Alfieri. O espetáculo estreou em julho de 2015, no Itaú Cultural, na cidade de São Paulo, e ficou em cartaz no Espaço Sobrevento, até setembro. Recebeu o PRÊMIO FUNARTE DE TEATRO MYRIAM MUNIZ/2015. Foi apresentado em Campo Grande (MS) e no Rio de Janeiro, onde ficou em cartaz no CCBB. Além de críticas elogiosas, o espetáculo recebeu indicação ao Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), como Melhor Espetáculo, e ao Prêmio Aplauso Brasil, como Melhor Espetáculo e Melhor Trilha Sonora.



MEU JARDIM, PARA BEBÊS

MEU JARDIM, espetáculo para bebês, entra em cartaz no dia 1 de outubro, no Espaço Sobrevento, com ENTRADA FRANCA. O espetáculo, direcionado a crianças de 6 meses a 3 anos, será apresentado aos sábados e domingos, às 11h. É possível reservar ingressos pelo e-mail info@sobrevento.com.br. A temporada integra o projeto MEMÓRIAS E TRAJETÓRIAS – SOBREVENTO 30 ANOS, realizado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. O Espaço Sobrevento fica na Rua Coronel Albino Bairão, 42 (Metrô Bresser-Mooca).

Entediado, em meio a um deserto, um viajante decide criar um jardim. Mas como fazê-lo? A partir do texto da autora belga de origem iraniana Mandana Sadat, o Grupo Sobrevento compõe um espetáculo que fala de esperança, de sonho, do desejo e da possibilidade de transformar o mundo, em uma paisagem que poderia ser o Irã, como poderia ser o Brasil. A montagem utiliza elementos visuais e sonoros próprios da cultura brasileira, que a aproximam da cultura iraniana e que, curiosamente, parecerão familiares a cidadãos de todo o mundo. A estrutura do texto original - publicado em um livro que se lê em idioma ocidental da esquerda para a direita e que se lê em persa da direita para a esquerda, compondo duas histórias semelhantes porém diferentes - mantém-se nesta montagem, com a construção e a desconstrução do jardim. Uma desconstrução que deixa, entretanto, uma semente como presente de esperança e de possibilidade de recriação, ao alcance de todos nós. Para o Grupo Sobrevento, criar um mundo, um jardim, do nada, no nada, como o faz em seu espetáculo, como o fez Mandana Sadat ao escrever o seu livro, como fez o público ao ter os seus bebês, é a crença de que há um mundo bonito a ser construído e que a vida, definitivamente, vale a pena.

Todo ser humano é pleno desde que nasce. A um bebê não falta nada. É capaz de se comunicar, de se relacionar, de se emocionar desde sempre. Entende tudo o que merece ser entendido. E isto é o suficiente e o importante para o Teatro, cujos elementos não são feitos de moléculas, de medidas, de quantias, mas de poesia, da poesia inata em todo ser humano.O Teatro para Bebês é, ainda, um desafio para o artista e para o público. Luta contra o tédio, o cinismo, a desesperança, o preconceito, a força. Questiona o Teatro em que o Teatro se transformou. Busca um Teatro que foi, que poderia ter sido ou que ainda pode ser. Querendo, não a novidade, a modernidade ou a contemporaneidade, mas a dúvida. Quando os nossos filhos nascem, aprendemos, juntos, um jeito de nos comunicar. Criamos formas de nos relacionar, de nos reconhecer. E terminamos por nos entender um pouco melhor. Este é o Teatro que o Teatro para Bebês quer ser: um encontro frágil onde cada atitude, cada gesto de cada participante, provoca novos resultados; um descobrimento, um novo olhar, um olhar de quem vê as coisas pela primeira vez e que é capaz de se maravilhar com elas; uma comunhão de gente que se quer, que acredita, que se entrega, que precisa dos outros e que nos outros se reconhece.